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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Fim de um capítulo

E é o adeus.
Um dos maiores escritores portugueses de sempre, José Saramago, faleceu hoje, como todos devem saber, na sua residência, acompanhado por 87 anos que não o perdoaram na última, mas que em troca deram-lhe o prazer de poder aprender com a melhor escola que possa existir, a escola da vida.
É verdade que, tal como muitos alunos pensam, as aulas de Português, quando acompanhadas pela literatura Saramaguiana, incentivam a procrastinação ─ excepto as frequentes cenas carentes de roupa por parte das personagens que os livros de José Saramago proporcionam, mas que a professora tenta sempre contornar para evitar os eventuais risinhos da turma ─, mas o tempo leva-nos a dar um outro valor às suas obras que certamente permanecerão imortais diante de uma sociedade que, por muitas voltas que dê, não vai deixar de contemplar a vida e obra de um Homem que nunca se deixou cair em facilitismos nem levar pela opinião geral. Tentou sempre confrontar os problemas e nunca teve medo de o comerem vivo por expor as suas críticas ao mundo.
Uma pessoa que será relembrada durante várias gerações devido à vastíssima cultura que possuía, e prazer que demonstrava por exercer a sua função, duas qualidades que o ajudaram a conceber o grande trabalho de toda uma vida que, para ele, chegou ao fim.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

The Big Picture

Hoje, como estava frio para escrever deixo-vos so uma nota para analisarem isto, The Big Picture.
Como tem sido habitual todos os anos, foram publicadas as galerias de imagens ( 12 para ser exacto) que relatam as peripécias de 2009.

Vale a pena ver.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Momentos de inspiração

Para mim, o dia de hoje vai ficar marcado, não pela permissão de casamentos entre homossexuais, mas sim pela obra de arte que vi ser elaborada diante dos meus olhos. Um trabalho de grande astúcia e tremenda qualidade foi exposto aqui perto do prédio. Esta obra foi produzida com o intuito de representar um presépio alternativo. Além das habituais figuras do presépio, (exceptuando os animais ) este contém elementos que marcam a história da arte, como por exemplo, pinturas que podem ser encontradas no tecto da Capela Cistina. Este é apenas um exemplo de verdadeira arte, se a compararmos com baldes de tinta atirados contra paredes ou os seres que partem guitarras na cabeça do individuo mais próximo enquanto demonstram o seu desejo de morrer em alto e bom som.
Actualmente a “arte” é ,infelizmente, criada às três pancadas. Muita gente pensa que cria arte, porque fez algo estupidamente anormal, que nunca tenha sido visto, mesmo que não demonstre grande piada, ou que seja horrivelmente feio. Não há ninguém que não consiga pegar num pincel e fazer dois riscos. O problema é fazer esses riscos de forma harmoniosa. Comecemos a consciencializarmo-nos que reflectir antes de escolher algo pode ser importante, se queremos que esta sociedade anda para algum lado. Não vamos dizer que pintar o tecto de uma capela deitado ou escrever da direita para a esquerda não é arte, ou Santana significa poluição sonora. Mesmo que não gostemos, devemos avaliar o trabalho do artista.
Criticar é muito bonito, fazer melhor é que é pior…
 
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