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quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Senhor dos Blogues: O Regresso do escritor"

Afinal estou vivo (!), como um herói que luta brutalmente frente ao inimigo sobre um trágico apocalipse, até ao momento em que as chamas engolem ambos durante o choro descomunal da princesa, mas, esperem lá! Ao fundo é avistado o vulto do nosso valente! Ele sai caminhando sobre o fogo ardente que acabaram de comer a besta, e o resto com a princesa já é areia demais para o meu camião, por isso já não interessa. O que interessa é que estou aqui inteirinho – pior para vocês ¬– e que estou pronto para dar rumo à missão de vos tornar pessoas melhores, que não usam facebook, deixada para trás há algum tempo.
Se não tivesse escrito outra vez era bom sinal, pois não havia muita coisa para deitar abaixo, mas aqui a vizinhança tem se queixado do pessoal que ouve a bola com a televisão nas alturas e já não se aguenta o barulho das vuvuzelas. O que vale é que com a brincadeira, o negócio senhor Zacarias da drogaria não podia ir melhor, com o aumento das vendas dos funis de matar frangos e tampões.
Estes são temas que serão abordados nesta nova versão do blogue que, como podemos ver, continua…branco.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Caça ao blogger

Peço desculpa não ter escrito mais cedo, mas a culpa não minha, é sim dos assassinos de blogues. Eles não perdoam, começam de mansinho e depois apunhalam-nos pelas costas à primeira oportunidade. No inicio até dizemos: “olha que piu-piu bonito, é azul e tudo!” e quando viramos costas pumba (!), uma bicada na cabeça.
Pois é, agora estas modernices do “tudo em um” ,qualquer um pode pôr as suas fotos tiradas em tronco nu contra o espelho, e umas balelas que lhe dão o nome de “posts” no mesmo lugar. O meu sonho de utopia acabou-se de se desmoronar. Deste quando se junta mediocridade com arte?
“Devemos chamar os bois pelos nomes”, já a minha avó dizia. Não acho propriamente adequado “tentar” conciliar uma vida pessoal, com algo que deve ser usado como um meio de critica, e é apoiado consoante o engenho do autor. Não acho justo valorizar o trabalho de alguém por ser um garanhão ― e por tirar boas fotos contra o espelho – , e que, quando vamos ver, não consegue juntar duas palavras com sentido.
É verdade que também posso estar a exagerar um bocado. Talvez não seja assim tão linear. Mas não deixa de ser verdade que estas novos ideais banalizam a capacidade de reflexão de cada um. Mesmo que não queiramos, se lemos algo que não gostemos, podemos ser hipócritas ao ponto de dizer que está ali um bom trabalho, só porque está num perfil de alguém conhecido de uma rede social qualquer.
Passemos a ser críticos, porque senão os criadores de redes sociais pensam que estão a fazer um bom trabalho. Pelo menos falo por mim, mas não gostaria de sentir que os leitores começassem a meter nojo e a dizer que isto é bonito, porque fica bem. Se quiserem estão à vontade de me azucrinar a cabeça, porque só assim é que o produto final é concretizável.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Cyber Nerds

2010: época de avanços tecnológicos, exploração espacial, emoções ao rubro com o mundial de futebol, várias surpresas são esperadas e, a cereja no topo do bolo, os “coladões” em farmville. . .

Nesta altura do campeonato, todos os leitores já devem com ccerteza saber do que estou a falar (aquele jogo implementado na rede social facebook, em que o jogador tem por objectivo controlar uma quinta e fazer com que esta atinja grandes proporções e fama). Até aqui e tudo muito bonito, 74 milhões de jogadores em 6 meses, convívio, blá blá blá . . .

O que muita gente não sabe é que esta brincadeira tem estragado a vida a algumas pessoas. A maior parte dos jogadores, mulheres com mais de 35 anos (!), mudaram o seu ritmo de vida por causa deste divertimento. Muitas delas baixaram o seu rendimento no emprego, estão menos tempo com a família, e vivem em grande pressão para apanharam as hortaliças a tempo.

Estes casos são deveras intrigantes, porque se eu dissesse aos meus pais que não estudei para um teste, porque tive que mugir as vacas do Senhor Zuckerberg , eles no mínimo davam-me um tiro.

Estes tipos de entretenimentos estão a atingir proporções que nunca deviriam ter atingido. Não é normal as pessoas comportarem-se como crianças por causa de uma simples interacção. E toda a gente resolve esta situação com duas risadas. Ninguém se apercebe que aquilo é um vício. Não condeno ninguém por jogar, mas devemos estabelecer prioridades. Quem deseja tanto trabalhar numa quinta, que pegue numa inchada e vá para o campo. Pode “jogar” o dia todo e não paga nada.

Termino dando-vos esta reportangem que retrata quase tudo o que vos acabei de dizer.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Monstros da floresta

És maior de idade? Tens experiência de vida? Gostas de aventura? Estás vacinado contra todas as doenças? Sabes fazer rendinhas? Consegues dizer Massachussetts e Beverly Hills com facilidade? Se respondeste sim a todas estas perguntas, que bom para ti. Para este trabalho não precisas nada disso. Para apanhar um frigorífico no meio do mato não necessitas propriamente possuir um chicote ou daquelas armas que o Sylvester Stallone usa nos filmes que têm balas que nunca mais acabam.
Para quem ainda não percebeu ao que realmente me refiro, estes “monstros” de que falo são aqueles seres que habitam na floresta, mas que não combinam muito com ela. Desde quando é que nascem sofás no meio do mato?
Tenham paciência, mas há locais próprios para se depositarem estes géneros. O que acho mais deprimente em tudo isto é o facto de haverem pessoas que vão apanhar esse lixo largado por todo lado. Acho uma atitude louvável, mas ao mesmo tempo é triste ver alguém colher o lixo de outros que não se preocuparam com o que estavam a fazer quando abandonaram a antiga televisão no meio do monte.
Eu falo por mim, mas não gostaria que deitassem um forno velho para dentro de minha casa. Se concordas comigo, não deixes que os electrodomésticos destruam os lares dos anões e elfos do bosque! Ah… e também dos animais.
Mais importante do que limpar florestas é não sujá-las. Não dês lições de moral do tipo “temos que limpar o planeta, blá, blá, blá”, porque estas mensagens já enjoam, diz antes “ Se te vejo a deitar um papel para o chão corto-te o abono de família”. Só assim é que as pessoas vão aprender como é que nos devemos comportar.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Ouvi dizer que se chama "Mundo Oculto"

Antes de passar ao assunto propriamente dito, apenas queria pedir desculpa a todos os leitores, mas acabei de passar por uma fase de procrastinador e não me apetecia de todo escrever. Prometo tornar-me mais regular no que toca à escrita.
O assunto que vos trago e deveras mórbido e.. pronto está bem, estúpido.
Este livro que vos apresento:

com os meros 40 anos de idade, o livro – que não merece ser portador deste termo – está longe de ser eticamente correcto. “ São Cipriano / O legítimo /Capa negra” é um “manual” de bruxaria em geral, negra e branca, contendo rezas, esconjuros, quiromancia, cartomancia, alquimia e superstições – é isto que diz no índice – .

Agora compreendo quem admira criaturas de outro mundo (lobisomens, vampiros), uma vez que isso não é nada em relação ao conteúdo degradante deste manual. Quem é que acredita que mutilar um sapo e colocá-lo à beira de um cadáver que em tempos foi nosso querido nos dê felicidade eterna?

Cipriano foi um sujeito que em tempos andava armado em “cozinheiro”, só que não tinha lá grandes dotes. Supostamente, este indivíduo misturava uns ingredientes um pouco estranhos e dizia umas coisas e latim, e puff! Fazia um feitiço qualquer (pelo menos era o que se dizia).

É Sempre bom ver uma pessoa que dizia ser devota, depois de ter sacrificado vários animais para dizer que tinha poderes e, claramente, sem qualquer fim económico.

Mas o grande problema não é o uso destes “feitiços” por Cipriano, já que ele viveu por volta de 250 d.C., e as populações desta época poderiam ser facilmente controladas por alguém que tivesse dois dedos de testa. O que realmente me incomoda é o facto de haver quem ainda acredite nestas histórias da Carochinha ( sem querer ofender a Carochinha). Não se deixem levar por balelas desta natureza.

Não coloco aqui o link de acesso ao livro, porque acho completamente desnecessário. Se se querem dar ao trabalho de o ler, também não importa darem-se ao trabalho de o procurar.


sábado, 2 de janeiro de 2010

E foi assim...

E cá estamos nós… mais um ano.
Para muitos, um ano de farra, para outros, 365 dias para esquecer. De facto, se fizermos um pequeno resumo deste ano, podemos de facto concluir que foi atribulado em vários pontos de vista. Todos com certeza já devem ter reparado que economicamente, estamos a atravessar uma crise mundial que ainda permanecerá durante alguns tempos, o petróleo bateu valores monetários históricos , com preços elevados, mas que agora está a um preço consideravelmente baixo (mas parece que não está a afectar Portugal). O IVA continua alto, na casa dos 20% e o desemprego afectou quase 1 milhão de portugueses.
Na política, Obama deu os primeiros passos como Senhor do Mundo - tarefa fácil -, os casos de corrupção aumentaram (porque será que os políticos não têm medo de infringir a lei?) e o cargo primeiro-ministro continua na posse do Sr., em princípio engenheiro, José Sócrates.
Outras notícias que marcaram Portugal e o mundo foram a surpreendente atribuição do Prémio Nobel da Paz ao Presidente Americano Barack Obama, e o aumento do número de acidentes rodoviários acompanhado pela diminuição da natalidade.
Por outro lado, o Magalhães foi um sucesso, a cidade Invicta continua a acolher os campeões e o nosso poder de compra na América aumentou devido à desvalorização do dólar face ao euro.
Não estou a ver mais nada de relevante…
De facto esta temporada não foi atribulada, mas sim… vá lá… má.
Eu não escrevi este post com o intuito de desmotivar os leitores. Apenas desenvolvi este tema, pois todos os autores elaboram um texto destes num blogue de maldizer, uma vez que não ficava bem a uma página deste calibre não fazer um levantamento dos acontecimentos anuais com um espírito maléfico e um pouco sarcástico.
Desejo a todos um bom ano, e que este seja melhor comparativamente ao do ano passado.
Até a próxima.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Momentos de inspiração

Para mim, o dia de hoje vai ficar marcado, não pela permissão de casamentos entre homossexuais, mas sim pela obra de arte que vi ser elaborada diante dos meus olhos. Um trabalho de grande astúcia e tremenda qualidade foi exposto aqui perto do prédio. Esta obra foi produzida com o intuito de representar um presépio alternativo. Além das habituais figuras do presépio, (exceptuando os animais ) este contém elementos que marcam a história da arte, como por exemplo, pinturas que podem ser encontradas no tecto da Capela Cistina. Este é apenas um exemplo de verdadeira arte, se a compararmos com baldes de tinta atirados contra paredes ou os seres que partem guitarras na cabeça do individuo mais próximo enquanto demonstram o seu desejo de morrer em alto e bom som.
Actualmente a “arte” é ,infelizmente, criada às três pancadas. Muita gente pensa que cria arte, porque fez algo estupidamente anormal, que nunca tenha sido visto, mesmo que não demonstre grande piada, ou que seja horrivelmente feio. Não há ninguém que não consiga pegar num pincel e fazer dois riscos. O problema é fazer esses riscos de forma harmoniosa. Comecemos a consciencializarmo-nos que reflectir antes de escolher algo pode ser importante, se queremos que esta sociedade anda para algum lado. Não vamos dizer que pintar o tecto de uma capela deitado ou escrever da direita para a esquerda não é arte, ou Santana significa poluição sonora. Mesmo que não gostemos, devemos avaliar o trabalho do artista.
Criticar é muito bonito, fazer melhor é que é pior…

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Emprego de sonho

Com a chegada do Natal, o prédio inteiro está em azáfama total. Gasta dinheiro aqui, gasta dinheiro acolá, é uma festa.

O que realmente me intriga com a chegada desta festividade é a invasão de publicidade de natureza natalícia. Mas o que realmente irrita mesmo são os do ramo alimentar, mais propriamente os chocolates.

È maçador ver publicidade de chocolate, do tipo uma família toda junta com uma musica traduzida à palavra da versão original, com uma letra do pior e uma voz que não ajuda nada, e actores de 5 anos que na actualidade têm 40. Para piorar a situação, o vídeo está dobrado de espanhol para português. De facto é um emprego de sonho para qualquer actor participar em gravações ridículas que talvez nem mesmo eles apreciam. O que têm os produtores na cabeça para imaginarem que há gente que gosta de ver um reclamo daqueles? Mas também é verdade que não tenho hábito de ver a novela das 21h para gostar daquele triste cenário( Não tenho nada contra quem vê a novela das 21h). Normalmente, quando como chocolate, como-o porque é bom e já tinha comido em alturas passadas ,antes de o ver na televisão, pois se eu reparar a sua presença num anuncio daquele baixo calibre, parece que já não sabe tão bem.

Um bom exemplo destas cenas de lamechice é o de uma marca que não simpatizo muito, devido às tristes figuras que fazem em relação à publicidade, e à “criança” que aparece na embalagem dos seus produtos. O rapaz das embalagens do chocolate já deve estar na reforma, mas eles insistem em usá-lo, talvez porque como aquele contrato foi assinado há 30 ou 40 anos, e o jovem naquela altura submeteu-se a trabalhar 11 horas por dia, fazer tudo o que o patrão pedisse e por metade do salário mínimo.

Este foi um pequeno exemplo das “figuras” que as pessoas fazem para vender alguma coisa (e ainda não falei dos perfumes e do Pingo Doce).

Espero que toda a gente que gosta deste tipo de publicidade não fique muito ofendida (que fique só um bocadinho ofendida).

sábado, 12 de dezembro de 2009

Quem é este pokémon?!

Hoje durante a tarde encontrei a Dona Almerinda, a minha vizinha do terceiro esquerdo. Ela encontrava-se sobressaltada e, pelo que a senhora me dizia, ela tinha visto o diabo. Duvidei um pouco sobre o que a Dona Almerinda me reportou, mas depois deparei-me com a imagem que tinha aterrorizado a pobre mulher:


De facto, apenas num delírio alucinogénico poderia pensar que estes indivíduos idênticos a seres oriundos de outros mundos que aparecem nas séries japonesas poderiam fazer barulho com o intuito de criar musica de qualidade.

Pelo que me disseram, aquele baixinho ao lado direito distribui os cafés. Está lá em part-time quando não tem aulas. O pobre coitado faz parte daquele bando para evitar a presença em seu lar, devido aos comportamentos violentos dos pais. O de chapéu vermelho enrola os charros e faz as tatuagens ao pessoal. Faz parte do gang porque se entrar no bairro onde mora é esfaqueado por causa do dinheiro que lá deve em droga. O da esquerda tira fotocópias. Quis fazer parte do grupo porque soube que era constituído só por rapazes ( a cara dele não engana). O líder do grupo é o que está no meio e arranja material electrónico novo por metade do preço…

À primeira vista, estes indivíduos poderiam ser fortes candidatos para criarem uma quadrilha. Apenas só tenho pena de quem teve a triste ideia de lhes dar uns instrumentos para a mão e dizer que eles sabiam fazer boa música, criando assim um tenso clima entre as meninas histéricas que querem um poster deles em roupa interior ou o último cd, com os seus progenitores…é este o mundo que temos.


 
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