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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Monstros da floresta

És maior de idade? Tens experiência de vida? Gostas de aventura? Estás vacinado contra todas as doenças? Sabes fazer rendinhas? Consegues dizer Massachussetts e Beverly Hills com facilidade? Se respondeste sim a todas estas perguntas, que bom para ti. Para este trabalho não precisas nada disso. Para apanhar um frigorífico no meio do mato não necessitas propriamente possuir um chicote ou daquelas armas que o Sylvester Stallone usa nos filmes que têm balas que nunca mais acabam.
Para quem ainda não percebeu ao que realmente me refiro, estes “monstros” de que falo são aqueles seres que habitam na floresta, mas que não combinam muito com ela. Desde quando é que nascem sofás no meio do mato?
Tenham paciência, mas há locais próprios para se depositarem estes géneros. O que acho mais deprimente em tudo isto é o facto de haverem pessoas que vão apanhar esse lixo largado por todo lado. Acho uma atitude louvável, mas ao mesmo tempo é triste ver alguém colher o lixo de outros que não se preocuparam com o que estavam a fazer quando abandonaram a antiga televisão no meio do monte.
Eu falo por mim, mas não gostaria que deitassem um forno velho para dentro de minha casa. Se concordas comigo, não deixes que os electrodomésticos destruam os lares dos anões e elfos do bosque! Ah… e também dos animais.
Mais importante do que limpar florestas é não sujá-las. Não dês lições de moral do tipo “temos que limpar o planeta, blá, blá, blá”, porque estas mensagens já enjoam, diz antes “ Se te vejo a deitar um papel para o chão corto-te o abono de família”. Só assim é que as pessoas vão aprender como é que nos devemos comportar.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Festas alcalinas, ou não

O Natal, como todas as festividades anuais, possuem acções e objectos que são indistinguíveis em relação a outros momentos. No Natal vemos luzinhas musicas características, uma solidariedade incomum, os presentes. Com estes últimos carregam obrigatoriamente outro género de objectos, as pilhas. Estes pequenos pedaços metálicos que emanam energia, idealizados pela primeira vez por Volta são cruciais para que o brinquedo eléctrico funcione, desde os simples bonecos e carros até aos brinquedos dos veteranos.

É claro que devemos poupar energia pelo menos toda a gente diz isso). As pilhas fornecem energia. Não devíamos utilizar menos pilhas? Isto é, as pilhas são poluentes. Vamos lá organizar as ideias:

É Natal, tudo muito bonito;

As crianças chegam à beira da árvore de Natal e recebem os seus presente todos contentes;

Os pais fizeram questão de lhes darem os brinquedos que elas tanto queriam sem se importarem com o tipo de consumo de brinquedo ( já não me refiro ao brinquedo consumir ou não, apenas ao tipo de consumo);

As pilhas contém poluentes, nomeadamente metais pesados.

Ah bom, afinal uma pilha pode causar efeitos ambientais negativos, e se os pais forem descuidados, pode levar à morte da criança… Pronto está bem…

Mas na realidade, devemos ter em atenção estes pormenores, porque também eles são importantes para que evitemos catástrofes ambientais.

Não interessa se gastemos duas pilhas e as deitemos fora de forma indevida. O que passa a ser problemático é toda a gente pensar assim.

Por isso, pensemos de uma outra forma. Podemos perfeitamente utilizar outras soluções acessíveis a todos, como baterias recarregáveis.

Um Natal sem zinco e lítio para todos vós.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Cépticos

Hoje estava com pouca disposição para escrever, portanto este texto vai-se basear na crítica.

Desta vez vou falar de um género de pessoas que, na minha opinião, são denominadas de uma forma pouco convidativa e que não simpatizo muito com elas, devido principalmente à sua arrogância. Já devem ter reparado que me estou a referir aos cépticos.

Esta moda começou a aparecer devido ao acontecimento mais falado neste momento, o Aquecimento Global. De facto a maneira mais correcta e simples de resolver um problema é contrariar uma solução por completo. Isso de tentar chegar a um consenso é um pouco efeminado. O que está a dar é contrapor totalmente em relação a um argumento ás três pancadas.

Pode não parecer, mas eu não discordo completamente dos cépticos. Eles têm um papel importante para que algumas das medidas tomadas que afectam toda a Humanidade sejam premeditadas e não contenham erros.

O grande problema é que actualmente há cépticos a mais (e muitos não dizem grande coisa). Um grande número deles não tem capacidade intelectual e argumentativa para formular uma teoria com qualidade, e a maior parte esqueceu-se completamente do significado da humildade.

Já o astrónomo e céptico Carl Sagan dizia que devemos abrir a nossa mente, mas não demasiado para que o nosso cérebro não caia.

Com este texto queria apenas mostrar que por vezes contrariar por completo uma ideia em vez conciliar duas quando caminhamos para um o maior desastre ambiental a nível Global até agora conhecido pode não ser muito boa ideia.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O futuro em Compenhaga

Copenhaga recebe pela segunda vez uma grande cimeira. Da primeira vez, em 1995, o seu o fim era tomar medidas para erradicar a pobreza a nível mundial. Mas parece que o objectivo não foi atingido

Mas desta vez, o assunto é outro. Este ano a Cimeira de Copenhaga tem como propósito reunir os líderes mundiais para discutir qual a reacção que deverá ser tomada face aos problemas ambientes que temos presenciado nos últimos anos.

Esta será a 15ª conferencia organizada pelas Nações Unidas. Depois de Quioto, Bali, Bona, Banguecoque e Barcelona, é a vez de Copenhaga servir de casa para os governantes mundiais, para que lá sejam tomadas importantes decisões.

As opiniões divergem bastante quando se fala na crise climática que decorre actualmente. Uma das opiniões mais concorridas é a da causa antropogénica (efeito causado pelo Homem). Também há quem diga, por exemplo, que este problema é temporário (daqui a uns séculos é capaz de estar resolvido). De uma maneira ou de outra os cidadãos de Pequim não andam de máscara na rua só para brincar aos médicos, isto é, mesmo não estando de acordo, todos os cidadãos e cidadãs do planeta terão de concordar que as medidas tomadas nesta cimeira não serão apenas para travar as alterações climáticas, mas também para melhorar a qualidade de vida da Humanidade. O dióxido de carbono pode até não contribuir significativamente para o aumento do efeito de estufa( o que acho muito improvável), mas inalar o fumo dos escapes dos veículos como se fossem balões de crack não deve ser muito agradável para a saúde.

Deixemo-nos de teorias da conspiração. Devemos agir de uma forma activa para que possamos melhorar as condições do planeta e tentaremos sobreviver pelo menos até 2012. Não custa tentar.

 
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